IPs dedicados X IPs compartilhados



O endere√ßo IP (Internet Protocol ou Protocolo de Internet) determina a identifica√ß√£o de um dispositivo conectado na rede, como por exemplo um computador ou uma impressora. IPs podem ser p√ļblicos ou privados, dedicados ou compartilhados, e s√£o os respons√°veis por toda a comunica√ß√£o entre os diferentes tipos de dispositivos da rede. No envio de e-mails, s√£o utilizados servidores SMTP onde cada servidor possui seu IP.

Basicamente o que diferencia IPs dedicados de IPs compartilhados √© que IPs dedicados s√£o utilizados por um √ļnico usu√°rio enquanto que IPs compartilhados s√£o utilizados por v√°rios usu√°rios. As implica√ß√Ķes s√£o muitas e importantes, quando voc√™ possui IPs dedicados, √© o √ļnico que envia campanhas de e-mail a partir destes endere√ßos, o que o torna pass√≠vel a tudo de bom ou de ruim que eles cativarem. A reputa√ß√£o se torna boa ou ruim por conta da estrat√©gia de marketing adotada pelo remetente que est√° utilizando os IPs para enviar suas campanhas de e-mail.

IPs dedicados X IPs compartilhados
Neste caso, h√° uma clara vantagem de se utilizar IPs dedicados se voc√™ for um bom remetente, pois n√£o ir√° correr o risco de ter sua reputa√ß√£o e desempenho prejudicados por a√ß√Ķes de terceiros que utilizam o mesmo grupo de IPs compartilhados. E como n√£o h√° m√°gica no e-mail marketing, se voc√™ estiver com seu dom√≠nio de remetente devidamente autenticado e enviar conte√ļdo de qualidade para listas opt-in, sua reputa√ß√£o ser√° elevada, o que significa maior capacidade de entrega e alcance da caixa de entrada. Se voc√™ enviar conte√ļdo para listas cheias de e-mails inativos, inv√°lidos ou com spamptraps, isso significa que seu dom√≠nio de remetente e seus IPs de envio poder√£o ter sua reputa√ß√£o prejudicada, impactando diretamente nos resultados das suas campanhas de e-mail marketing.

Para definir a reputa√ß√£o de um IP, s√£o verificados fatores determinantes tais como volume, erros permanentes, reclama√ß√Ķes de spam, c√≥digo-fonte e conte√ļdo das mensagens e spamtraps. O volume m√©dio di√°rio √© utilizado para tentar identificar poss√≠veis fontes de spammers. Se um IP nunca enviou mensagens para um determinado dom√≠nio e de repente dispara 100 mil e-mails de uma vez, ele ser√° tratado como suspeito, isso ocorre tamb√©m nos provedores de e-mails gratuitos como o Hotmail, Gmail e Yahoo. J√° os erros permanentes, ou hard bounces, s√£o endere√ßos de e-mail inv√°lidos por algum motivo, e endere√ßos IP que enviam mensagens a um grande volume de contatos inexistentes, desperta a desconfian√ßa do servidor de destino.

As reclama√ß√Ķes de spam surgem quando os usu√°rios utilizam a op√ß√£o ‚Äúdenunciar como spam‚ÄĚ, ou "isto √© spam", ou ainda "marcar como spam", presente nos programas de gerenciamento das contas de e-mail. Na quest√£o do c√≥digo-fonte e conte√ļdo das mensagens, se uma mensagem cont√©m links ou conte√ļdo comuns de spams, a sua reputa√ß√£o vai cair. E, por fim, h√° os spamtraps, que s√£o e-mails antigos abandonados ou desativados por seus donos e posteriormente utilizados como armadilha ou criados originalmente para este prop√≥sito. S√£o utilizados pelos provedores para identificar os remetentes que possuem listas n√£o opt-in, quando a armadilha nunca foi um e-mail antigo e sim criado especificamente para esta finalidade, ou ent√£o que n√£o removem de suas bases os contatos que n√£o interagem mais com as campanhas, quando a armadilha √© feita com um e-mail abandonado ou desativado.

A receita para criar uma boa reputa√ß√£o √© simples: seguir as boas pr√°ticas. Criar um double opt-in para garantir a capta√ß√£o apenas de e-mails v√°lidos e que realmente consentiram o recebimento de suas mensagens atrav√©s da confirma√ß√£o do e-mail. Criar r√©guas de relacionamento, ser interessante nos conte√ļdos, formatar o c√≥digo-fonte das mensagens conforme as regras da W3C e principalmente manter a base de e-mails atualizada, removendo os endere√ßos que n√£o interagem mais a muito tempo. Com esta medida tamb√©m estar√° diminuindo os endere√ßos de e-mail conhecidos como "graymails".

Finalizando, ao criar um IP novo, al√©m de cuidar da reputa√ß√£o, √© preciso aquec√™-lo, processo chamado de "warmup", trabalhando com cautela para n√£o deix√°-lo marcado como suspeito rapidamente. Para "esquentar" um IP, √© necess√°rio iniciar os disparos de e-mail com um volume baixo, e ir aumentando gradualmente com o tempo, como se estivesse acostumando o provedor ao constante crescimento da sua lista de contatos e do n√ļmero de mensagens. Esta √© a forma org√Ęnica de esquentar um IP.

Concluindo, fica evidente que ao utilizarmos IPs compartilhados n√£o temos nenhum controle da reputa√ß√£o dos IPs de envio, apenas do dom√≠nio de remetente, ficando assim √† merc√™ da reputa√ß√£o dos IPs compartilhados. J√° se utilizarmos IPs dedicados, a reputa√ß√£o tanto do dom√≠nio de remetente quanto dos IPs de envio s√≥ depender√° de nossas a√ß√Ķes e estrat√©gias de e-mail marketing.




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